Adidas 6 Lacoste 0





Novak Djokovic passou a ser patrocinado pela Lacoste ao nível do equipamento desportivo que usa em competição. Atendendo que anteriormente era patrocinado pela Uniqlo, uma espécie de HM do oriente, sem qualquer tradição no ténis, pode-se dizer que este negócio com a Lacoste, que tem uma ligação secular ao ténis, é um passo ascendente e significativo. Curiosamente, numa fase da carreira que tem sido tudo menos ascendente. No último ano abriu mão dos 4 majors que detinha e caiu de primeiro para segundo, para terceiro, para quarto, numa lenta agonia que não parece ter fim.
Este patrocínio da Lacoste vem, por isso, claramente no momento errado da carreira de Djokovic, isto do ponto de vista da marca. Mas esta foi só a primeira decisão errada, ou pelo menos não tão acertada. Convenhamos que é um ícone do desporto, um cavalheiro e de número 4 para baixo ainda vão mais de mil individuos. Errado do ponto de vista de uma marca é patrocinar um jogador com o talento e qualidade de Djokovic, mesmo numa fase menos boa, e não fazê-lo em exclusivo, gastanto contudo uma pipa de massa. Suponho. Não acredito que o Nole fizesse por menos de uma boa pipa. Em cascos de carvalho francês e tudo.
Agora quando vemos o Djokovic em campo, que é onde o vemos a maioria das vezes, das primeiras coisas que reparo é que usa uns ténis da Adidas. Será uma questão de proporções e da forma como ambas as marcas se comportam. O crocodilo elegante e discreto, a Adidas com uma espécie de logotipo gigante nos pés. Mais a mais, sabe-se que num jogo de ténis o momento morto em que mais nos podemos relacionar com equipamentos e marcas é no momento do serviço. Ora pela posição normalmente adoptada pela câmara no momento do serviço não deixa de ser curioso que a Lacoste desaparece completamente, e a Adidas ganha ainda mais força e presença em Djokovic. 
Que péssimo negócio para a Lacoste, neste sentido. No sentido de media, no sentido de presença. E tudo isto não deixa de me fazer uma enorme confusão, até porque a Lacoste tem e produz ténis. Até raquetes fazia. 
Fica a ideia que existirão outros contratos que não permitirão equipar o atleta em exclusivo. Não é isto que desculpa aquilo que na evidência parece ser um mau negócio. Eu se gerisse a marca preferia esperar, pois por mais que quisesse patrocinar um jogador de topo, pois teria a perfeita noção que a Adidas iria roubar todo o meu jogo e isso não fica bem no mundo do ténis. 

                                     





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